"Os ultra-ricos preparam um mundo pós humano"

Douglas Rushkoff

Quando lemos o título "Os ultra-ricos preparam um mundo pós humano", é necessário parar para analisar e questionar que "futuro" é esse que já está sendo programado e determinado. Os capitalistas corporativos mega milionários, estão se organizando para um mundo onde somente alguns terão suprimentos básicos para viver, onde quem conseguiu dominar a tecnologia estará preparado para manter-se nesse futuro digital. Porém, precisamos perguntar: É esse o futuro da tecnologia? Um mundo onde foi investido em realidade virtual, mas não houve preocupação com a realidade vivida pelos humanos. Douglas Rushkoff diz em seu texto uma expressão que me chamou a atenção, "humanos visto como problema e tecnologia como solução". Essa frase exemplifica bem o pensamento desses caras muito ricos que pensam em se isolar do mundo do "futuro", ficando sem contato com o humano indesejável e utilizando das mais diversas tecnologias financiadas por eles. No entanto, o ser humano não pode ser visto como um problema, uma vez que ele mesmo faz a tecnologia avançar e se desenvolver cada vez mais. Pensemos nas empresas de carona como, 99 POP e UBER, que estão colocando mais carros nas ruas, tornando o trânsito mais inchado e prejudicando o meio ambiente com toda a emissão de mais gases prejudiciais e a extração de minério para a produção dos veículos. Hoje, os humanos que dirigem os carros para a empresa não são considerados indesejáveis, uma vez que o capitalista corporativo precisa dele para conseguir aumentar seus lucros, mas esse mesmo humano que dirigiu e participou da degradação social e ambiental não será aceito para viver "bem" no mundo do futuro. Os donos dessas empresas estão participando do processo que está destruindo os recursos naturais, mas ao mesmo tempo estão acumulando capital para conseguir sobreviver nesse futuro esperado. E assim chegamos à um ponto que merece ser citado: os capitalistas ricos estão investindo em um mundo onde não estão tornando-o melhor para viver, e sim aceitando que já não há mais soluções para contornar a situação ambiental e que no presente momento é melhor investir no futuro pós humano.

Comentários

  1. Achei interessante o ponto que você colocou sobre os motoristas de aplicativos de carona serem pessoas necessárias, mas que futuramente podem ser rejeitadas por essas mesmas empresas para as quais trabalham.E a questão é realmente essa.Eles são necessários agora.Quando não forem mais, serão descartados, e isso pode ocorrer facilmente por meio do novo carro da Google ou com o desenvolvimento de carros automáticos, como o Tesla de Elon Musk, a preços acessíveis no futuro.As coorporações são importantes atualmente na geração de emprego, são também fortes bases na economia.Mas são incertas quanto a garantia de um futuro humanizado e sustentável.

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  2. "Humanos vistos como problema e a tecnologia como solução" também foi uma frase que me chamou muita atenção. Enquanto o Capitalismo ver a desumanização como solução, a tendência é a manutenção desse ciclo vicioso rumo ao caos!

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  3. Realmente, como discutido em sala, há (mesmo com o surgimento de novas capacitações no ramo tecnológico) um quadro de desemprego estrutural crescente, o que acarreta não só na substituição da mão de obra humana pela maquinaria, como no aumento de violência e marginalização social dado o número de indivíduos sem vínculos empregatícios. O avanço da tecnologia, apesar de necessário e considerado sinônimo de prosperidade, quando desenfreado e não regulamentado com o fim de prezar o bem coletivo, parece romper completamente com seus propósitos iniciais, prejudicando tanto o indivíduo quanto o meio ambiente.

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  4. É realmente interessante considerar que tanto as máquinas, quanto as pessoas, nessa lógica de consumo e de produção desenfreados, têm um prazo de validade e tudo passa a ser dispensável com esse tipo de pensamento.

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  5. Atualmente, vivemos em um mundo no qual se investe muito em tecnologia e em realidade virtual, mas não se preocupa com as relações humanas, com o meio ambiente e com a realidade das outras pessoas. Isso é muito assustador, visto que as pessoas normalizam tal situação, sem mensurar, verdadeiramente, os impactos sociais causados por ela.

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